terça-feira, 27 de março de 2007

Provas da Vida


Minhas provas são tantas
Como plantas cercam minha casa
Invadem meu quintal
E me deixam atento a tudo
Mudo eu observo o movimento
Há todo momento com atenção redobrada
Minha estrada, meu caminho, minha rota.
Ainda que torta persiste há passos plenos

Minhas provas são tantas
E não me espanta meu grande cansaço
No espaço entre a realidade e o sonho
Suponho estar meu destino
O meu menino interno me confirma isso
Meu mundo postiço sobre o mundo real
Afinal sou de aquário, aéreo, etéreo, quase abstrato...
Meu mistério é de fato conhecido

Minhas provas são tantas
Como provas de coragem
Misteriosas iniciações
Canções entoadas aos ventos
Vozes ao relento em noite fria
Agonia de tirar o sono noturno
Num escuro "satúrnico" e aterrador
Num frio profundo de um sol ausente

Minhas provas são tantas
Que me fazem sentir vivo
Num conciso plano real
Afinal ainda sou de carne e osso
E o alvoroço de meus sonhos
Suponho não ser capaz de me abstrair da realidade
A minha verdade sobressai em meio ao devaneio
É meu esteio real solidamente fincado no fato.


Hoje! - Fevereiro 2006

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