A calma da hora...
E lá fora a brisa
Avisa que ao longe
A chuva se aproxima
Caminha em minha direção
Um turbilhão de águas claras
Que na minha cara é despejado
E um ser alado pousa em minha frente
Demente pareço eu ser
E o mítico ser ignora o fato
E meu relato em pessoa primeira
Em terceira faz-se acontecer
Pois como ao morrer eu deixo meu corpo
E absorto, me vejo ao longe.
E a um monge vejo a aproximar-se
E me animar ele tenta compulsivamente
Mas minha mente está na alma
E com calma observo as três figuras
Meu corpo, o monge e a criatura.
Uma figura apocalíptica
Que analítica e friamente me observa
O monge se reserva a acompanhá-la
E a estudá-la, protege minha matéria.
Da miséria corruptiva
Uma luz incentiva a minha alma
Que com calma e prudência a toca
E lá fora a brisa
Avisa que ao longe
A chuva se aproxima
Caminha em minha direção
Um turbilhão de águas claras
Que na minha cara é despejado
E um ser alado pousa em minha frente
Demente pareço eu ser
E o mítico ser ignora o fato
E meu relato em pessoa primeira
Em terceira faz-se acontecer
Pois como ao morrer eu deixo meu corpo
E absorto, me vejo ao longe.
E a um monge vejo a aproximar-se
E me animar ele tenta compulsivamente
Mas minha mente está na alma
E com calma observo as três figuras
Meu corpo, o monge e a criatura.
Uma figura apocalíptica
Que analítica e friamente me observa
O monge se reserva a acompanhá-la
E a estudá-la, protege minha matéria.
Da miséria corruptiva
Uma luz incentiva a minha alma
Que com calma e prudência a toca
E então a foca na minha testa
E refresca meu íntimo com água
E o resto de mágoa e rancor é arrebatado
E fortificado eu retorno ao meu corpo morto
E em grande conforto eu volto
Abro os olhos e vejo a criatura e o monge
Que ao longe me vigia
Concentro então minha energia
E com um grito eu expulso
E o resto de mágoa e rancor é arrebatado
E fortificado eu retorno ao meu corpo morto
E em grande conforto eu volto
Abro os olhos e vejo a criatura e o monge
Que ao longe me vigia
Concentro então minha energia
E com um grito eu expulso
Para o infinito a figura do mal.
Refazendo o Caminho - Janeiro de 2004
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