sexta-feira, 18 de março de 2016






A onda... REFLEXÃO
Eu deixei de ir na "onda" ainda quando jovem quando militava acreditando na esquerda como a salvação do mundo.
Na verdade tanto esquerda quanto a direita e ainda os mais moderados são constituídos de seres humanos... falhos em suas escolhas e com ambições que muitas vezes superam seu valores e que ñ raramente são rasos e quase inexistentes.
Ao longo dos meus 50 anos, eu vi decepcionado, ativistas da oposição jovem e idealista serem enquadrados por delitos sérios quando na maturidade, provaram do poder.
Eu vi pessoas torturadas em nome de um "ordem" social criada por padrões alheios as necessidades do nosso povo.
Eu vi pessoas caladas violentamente por expressarem posições contrárias ao poder... violentadas física e intelectualmente tento sua integridade violada.
Daí eu decidi sair da massa e passei a observar os movimentos.
Eu não sou um jogador que manipula as massas nem parte da massa que se deixa manipular.
Eu observo. Cético. Pragmático... Atento aos movimentos das pedras que se enfrentam.
Tiro minhas conclusões e as exponho se e somente se tiver espaço democraticamente cedido.
Não imponho meu pensar, porque o pensamento é livre. Oriento meus filhos mas sei que mesmo eles tem suas próprias escolhas.
Em resumo. Você não me vê com discursos inflamados defendendo A ou B porque eu sei que ambos tem virtudes e vícios assim como um terceiro C, nascido da falta de credito nas instituições.
São "outsiders" que literalmente estão fora do jogo político e encontram em crises assim a oportunidade de se promoverem.
Um exemplo de figura C por coincidência foi Color... e a história mostrou que ele era da pior espécie.
Bem espero que figuras como J Barbosa e Moro não sejam figuras C tais quais citei.
Mas de todo modo, eu não me iludo com ninguém assim como não julgo precipitadamente a ninguém.
Não vou na "onda"... observo a onda e entro no momento em que tenho certeza de onde ela me levará.
Como sou de fé rezo pelo caminho do bom senso e da nossa maturidade política.
Hoje podemos abrir a boca e falar o que pensamos... isso já é uma grande conquista. E só quem vivenciou a repressão sabe o valor de algo que hoje é tão banal.

Geraldo Barros


2 comentários:

Geraldo D M Barros disse...

Esse movimento é necessário.
É como uma explosāo de hormônios na adolescência de um povo chegando a idade adulta.

Geraldo D M Barros disse...

Gostei da comparação. De fato é o caminho do amadurecimento. Acho que nesse ponto, creio que já me sinto velho... Me fez refletir. Obrigado!

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