domingo, 1 de abril de 2018

Vivendo...

A vida passa em relatos distantes. Dores constantes donde o tempo se esvai.

Sai do meu peito dores de efeito retardado, ou de ferimentos presentes ou daquilo que imagino ainda ir sofrer.
O tempo nesse aspecto é incerto. É objeto da imaginação turva e da motricidade que as ondas do pensamento passam a ditar.
A vida surge no horizonte como uma prenda para aqueles que a enxergam e a perseguem.
Enquanto muitos apenas olham o entorno e outros apenas miram o chão na direção de seu próprios pés.
Assim caminho em frente, vivendo a vida do meu jeito.
Sem a pretensão de estar certo no meu caminho. Na verdade eu desconfio que peguei muitos falsos atalhos.
Querendo ganhar um tempo que eu de fato não domino.
Ninguém o domina. Ele é o senhor e nós apenas buscamos organizar a vida dentro do limite que ele estabelece.
A vida não deve ser dirigida por objetivos distantes. Digo. Não sabemos se vivos estaremos no momento seguinte.
Então nossas metas precisam ser pequenas e constantes e nossas conquistas devem ser comemoradas como se fossem a última.
Por que de fato não sabemos se assim serão.
Tenho praticado ultimamente, viver cada momento. Resolver um problema por vez e não me sentir mal ante a minha incompetência na resolução de alguns nós que eu mesmo fiz.
Sim. Nossos nós... Nossos problemas, resultam de nossas próprias ações.
Desata-los pode ser tarefa difícil e talvez alguns deles ficarão além de nossa existência, forçando outrem a se desafiar na missão de resolvê-los.
A vida passa com uma velocidade relativa a temporalidade que nos é sentida com maior ou menor intensidade dependendo dos fatos que esta carrega.
O sofrimento parece ser eterno enquanto o prazer é fugaz.
De todo modo as marcas de ambos produzem na nossa mente aquilo que nos vai definir a personalidade.
A dor sempre será mais marcante. Porque incomoda.
Enquanto o prazer será sempre insuficiente, nos movendo para frente na busca de mais uma porção que justifique nossa existência.
E assim se vai vivendo... Assim se caminha para um momento final e único.
Aquele que é uma incógnita para todo ser vivente e que o encaminha para um ponto final.
Que na verdade, pode vir a ser início de algo que não conhecemos.
Uma outra vivência. Um outro patamar. Uma outra fase ou nível... Quem sabe? 

Reflexões em torno da vida – Março 2018

 


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