Olhe o horizonte!
O que você vê?
A cidade nublada, os prédios encobertos...
Olhe a sua frente!
Oque você vê?
Tráfego intenso... Carros diversos transitando, parados...
Olhe para os lados!
O que você vê?
Portas ainda fechadas, pessoas transitando às pressas.
À caminha do trabalho, da escola, das creches.
Olhe para trás!
O que você vê?
Vê a impaciência nas buzinas...
Ouve-as de fato resultante de um gesto repetido
Por pessoas que gostariam de passar por cima de você.
Onde está a beleza do caos?
Onde está a ordem escondida no caos?
A beleza do caos talvez esteja na diversidade.
Talvez esteja na realidade de cada um.
Talvez esteja naquilo que vocês enxerga.
e o que vocês enxerga, na verdade é reflexo daquilo que você sente.
Sim. A beleza do caos depende daquilo que você sente.
Depende do seu estado de espírito.
Depende da sua ótica pessoal em relação a você próprio e em
consequência, o reflexo do mundo.
E há ordem no caos!
Mas onde está a ordem no caos?
Esse ambiente caótico sobre o qual eu reflito agora.
Coberto de fumaça e poluição de toda ordem.
De carros e pessoas transitando.
De pontos de restrições e congestionamentos.
Tudo isso tem uma ordem estabelecida.
A ordem que se estabelece nas leis de trânsito, na conduta pessoal de
cada um, no roteiro de cada transeunte...
Repetitivo, sistemático...
O caos se esconde na tipificação de cada indivíduo.
O caos se esconde nos grupos que compões o tráfego.
O caos se esconde nos micro processos que compões todos os
acontecimentos.
E aí se esconde a ordem no caos.
Então de fato, imerso nesse mundo caótico que olhado de uma forma
abrupta, pode demonstrar um aglomerado de pessoas e coisas e eventos ocorrendo
sem uma ordem específica.
Nele se pode se encontrar a beleza que reflete aquilo que você é ou como
você está.
E nele se pode encontrar a ordem estabelecida por padrões e processos.
De fato, micro padrões e processos que compões o todo.
E que olhado de longe parece ser extremamente desordenado e caótico.
A visão turva a realidade.
Para se entender ou para se enxergar a beleza mesmo diante do caos, é
necessário se ajustar e aferir a percepção do espectador.
E para entender e encontrar a ordem no caos, é necessário ajustar e aferir
a visão.
Isso quer dizer que os pontos que você visualiza como feio, são de fato,
desvios da percepção sua e dos demais que compões esse sistema.
E aquilo que você detecta como desordenado e caótico, são desvios de
processos e padrões que estabelecem a ordem nesse grande caos chamado
metrópole.
Reflexões
São Paulo, 22-09-19
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