domingo, 22 de setembro de 2019


O horizonte caótico (Mero ponto de vista?)


Olhe o horizonte!

O que você vê?

A cidade nublada, os prédios encobertos...

Olhe a sua frente!

Oque você vê?

Tráfego intenso... Carros diversos transitando, parados...

Olhe para os lados!

O que você vê?

Portas ainda fechadas, pessoas transitando às pressas.

À caminha do trabalho, da escola, das creches.

Olhe para trás!

O que você vê?

Vê a impaciência nas buzinas...

Ouve-as de fato resultante de um gesto repetido

Por pessoas que gostariam de passar por cima de você.

Onde está a beleza do caos?

Onde está a ordem escondida no caos?

A beleza do caos talvez esteja na diversidade.

Talvez esteja na realidade de cada um.

Talvez esteja naquilo que vocês enxerga.

e o que vocês enxerga, na verdade é reflexo daquilo que você sente.

Sim. A beleza do caos depende daquilo que você sente.

Depende do seu estado de espírito.

Depende da sua ótica pessoal em relação a você próprio e em consequência, o reflexo do mundo.

E há ordem no caos!

Mas onde está a ordem no caos?

Esse ambiente caótico sobre o qual eu reflito agora.

Coberto de fumaça e poluição de toda ordem.

De carros e pessoas transitando.

De pontos de restrições e congestionamentos.

Tudo isso tem uma ordem estabelecida.

A ordem que se estabelece nas leis de trânsito, na conduta pessoal de cada um, no roteiro de cada transeunte...

Repetitivo, sistemático...

O caos se esconde na tipificação de cada indivíduo.

O caos se esconde nos grupos que compões o tráfego.

O caos se esconde nos micro processos que compões todos os acontecimentos.

E aí se esconde a ordem no caos.

Então de fato, imerso nesse mundo caótico que olhado de uma forma abrupta, pode demonstrar um aglomerado de pessoas e coisas e eventos ocorrendo sem uma ordem específica.

Nele se pode se encontrar a beleza que reflete aquilo que você é ou como você está.

E nele se pode encontrar a ordem estabelecida por padrões e processos.

De fato, micro padrões e processos que compões o todo.

E que olhado de longe parece ser extremamente desordenado e caótico.

A visão turva a realidade.

Para se entender ou para se enxergar a beleza mesmo diante do caos, é necessário se ajustar e aferir a percepção do espectador.

E para entender e encontrar a ordem no caos, é necessário ajustar e aferir a visão.

Isso quer dizer que os pontos que você visualiza como feio, são de fato, desvios da percepção sua e dos demais que compões esse sistema.

E aquilo que você detecta como desordenado e caótico, são desvios de processos e padrões que estabelecem a ordem nesse grande caos chamado metrópole.

 

                                                                            Reflexões São Paulo, 22-09-19


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