domingo, 6 de maio de 2007

Feliz pobreza


Ando por entre a pobreza
Mas tristeza eu não identifico
Fico olhando as crianças
Esperança inocente de vida melhor
Ao redor as casas pobres
Nobres sorrisos e vívidos olhares
Lugares como este são especiais
Mananciais de pura felicidade
E na verdade da essência de vida
Hora sofrida, mas sempre pura.
Livre da obscura ganância
Imersa na abundância de solidariedade
Essa é a identidade do meu povo
No qual absorvo branca energia
Pura magia da perseguida liberdade
Minha identidade resgatada
Na longa estrada da existência
A conveniência de viver o hoje
Foge da preocupação do amanhã
Do qual a manhã, se vista,
Será uma conquista, uma dádiva.
Uma lágrima de emoção
Um coração apertado
Afetado assim eu me sinto
No labirinto do meu cotidiano
Puro engano, eu percebo agora.
Nesta hora de absoluta contemplação
Doce canção é a vida
Se envolvida por simplicidade
Nessa cidade metida à grande
Que se expande disforme
Há um enorme calor humano
Como um pano de fundo
Secundário, mas essencial.
Fundamental para o todo
O fogo do amor da periferia
Fez meu dia inesquecível
Incrível força vital
Tão próximo afinal
E dantes ignorada por mim.
Dores, Amores, Paixões... - Janeiro 2003

Nenhum comentário:

Lá fora   Lá fora apenas o escuro Obscuro e sereno Moreno, forte e denso. Penso que por vezes é assustador O horror que tenho da...