sábado, 19 de maio de 2007

O Negro e o Amarelo



Dois grandes rios maravilhosos
Caudalosos, exibem sua majestade.
Na verdade, sua imponência.
A resistência de um ante o outro
Aos poucos sede lugar ao consenso
E de tão extensos que são seus leitos
Que o respeito mútuo provoca então a mistura
A ruptura do visível conflito
Como um grito no espaço dissipado
Calado e mais forte o rio mesclado segue
Persegue com mais força o imenso mar.
E o jorrar de suas águas explode as barrancas
Como ancas da terra açoitadas pelas águas
E a mágoa dos gigantes extinguiu-se há tempos
E nesse momento suas forças unidas prevalecem
Crescem ao longo da jornada
É a estrada de águas que apaixona
O Amazonas gigante e soberbo
Fora o Negro um certo dia
Quem diria, a lutar com o Solimões.
Em colisões bruscas e violentas.
Contemplam eles agora unidos, o verde mar,
Dando lugar ao infinito
Que o grito sufoca
É então a pororoca no oceano a estrondar.
Dores, Amores, Paixões... - Janeiro 2003

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