
O nada é talvez o todo
O pouco é para alguém o suficiente
O carente é plenamente rico
No conflito de ideias e posições
Nas reversões de pensamento
Esse momento de dúbio significado
Esse estado de antagonismo agudo
É tudo que eu vejo e entendo
Recomendo o inócuo
Realço minhas e ideias
Meus preceitos são varridos
E reprimidos são meus desvios
Confio na diferença e nos extremos
Supremo conflito de debate acirrado
O errado sobrepondo o certo
O correto sobrepondo o torto
O morto pleno de energia vital
Tal qual o vivo inerte e sem vida
O que se abriga ao relento
O evento que não foi registrado
O passado de futurísticos momentos
O tormento de raro prazer
O querer de quem nada deseja
A cereja negra e a vermelha floresta
Na testa, um olho solitário...
No itinerário, nenhuma pavimentação!
Na mão a inércia do movimento
E no argumento a ausência de fala.
Hoje - Fevereiro 2006
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