sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Opostos


O nada é talvez o todo
O pouco é para alguém o suficiente
O carente é plenamente rico
No conflito de ideias e posições
Nas reversões de pensamento
Esse momento de dúbio significado
Esse estado de antagonismo agudo
É tudo que eu vejo e entendo
Recomendo o inócuo
Realço minhas e ideias
Meus preceitos são varridos
E reprimidos são meus desvios

Confio na diferença e nos extremos
Supremo conflito de debate acirrado
O errado sobrepondo o certo
O correto sobrepondo o torto
O morto pleno de energia vital
Tal qual o vivo inerte e sem vida
O que se abriga ao relento
O evento que não foi registrado
O passado de futurísticos momentos
O tormento de raro prazer
O querer de quem nada deseja
A cereja negra e a vermelha floresta

Na testa, um olho solitário...
No itinerário, nenhuma pavimentação!
Na mão a inércia do movimento
E no argumento a ausência de fala.

 

 

Hoje - Fevereiro 2006

 

Nenhum comentário:

Lá fora   Lá fora apenas o escuro Obscuro e sereno Moreno, forte e denso. Penso que por vezes é assustador O horror que tenho da...