quinta-feira, 15 de maio de 2008

Olhar



Olhar

O olhar que vejo refletido
Contido e profundo como o universo
Em meu verso se manifesta com firmeza
A leveza da tua aura
Restaura a minha inerte existência
E a paciência inconsciente
É recorrente nos seus atos obstinados
Do lado oposto do espelho
O Batom Vermelho emoldura tua boca
Pouca Pintura e tênue vaidade
Que a madura idade permite sentir
Esse olhar me intriga e me conquista
Perdi de vista em que tempo ocorreu
Mas esteja certa que nada morreu
Nada se perdeu dos meus sentimentos
Meus momentos são avivados a cada dia
Na minha alegria de ter-te comigo
Sou teu abrigo e você é o meu
Sou teu amigo que em ti renasceu
Sou a paixão que não vês
Sou objeto da tua visão turva






Hoje - 2008

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