São tantos os itinerários. Tantas as passagens. Tantas as pastagens verdes no caminho.
Tantos espinhos e flores e amores também...
E assim sigo no trem da vida. Hora contida, hora intensamente vivida.
Sinto amor ao que me entrego. Sinto rancor ao que renego.
E assim sigo a rota. Sigo o caminho por vezes conduzindo, por vezes conduzido.
Por vezes atento, por vezes distraído.
As passagens, as imagens, as miragens e visões.
As paixões e os amores. Os valores adquiridos e preservados na caminhada.
O tudo e o nada. O escuro e a clareira. O frio e a lareira.
Tudo de passagem. Tudo transitório.
Ilusório ou concreto, curvo ou reto, perto ou distante.
Caminho errante em buscado acerto.
E o caminho certo flertando com o errado.
No fim de tudo, a lembrança. A esperança de ter acertado.
No fim de tudo, a memória das pessoas e das passagens.
A imagem das portas abertas e das cerradas.
À margem da estrada, a mercê da passagem do trem.
A viagem além do compreensível, além do audível, além do visível.
Passagens na memória... Histórias a serem lembradas.
Lembranças a serem contempladas diante do tempo que findou.
Reflexões em torno da vida – Outubro 2017

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