sábado, 16 de janeiro de 2021

Lá fora

 

Lá fora apenas o escuro

Obscuro e sereno

Moreno, forte e denso.

Penso que por vezes é assustador

O horror que tenho da escuridão

Que a solidão fortalece

E que entristece o coração

Lá fora só tempo

O vento frio e desolador

No temor do meu abandono

O meu engano diante da sorte

A morte dos alegres sentimentos

O momento de chorar

Amar já não sei ser capaz

E atrás de mim paira a dor

O amor que azeda feito leite

E o deleite que sumira de minha vida

Esquecida por quem eu quero bem.

 

        Dores Amores e Paixões - 2007 







 


domingo, 22 de setembro de 2019


O horizonte caótico (Mero ponto de vista?)


Olhe o horizonte!

O que você vê?

A cidade nublada, os prédios encobertos...

Olhe a sua frente!

Oque você vê?

Tráfego intenso... Carros diversos transitando, parados...

Olhe para os lados!

O que você vê?

Portas ainda fechadas, pessoas transitando às pressas.

À caminha do trabalho, da escola, das creches.

Olhe para trás!

O que você vê?

Vê a impaciência nas buzinas...

Ouve-as de fato resultante de um gesto repetido

Por pessoas que gostariam de passar por cima de você.

Onde está a beleza do caos?

Onde está a ordem escondida no caos?

A beleza do caos talvez esteja na diversidade.

Talvez esteja na realidade de cada um.

Talvez esteja naquilo que vocês enxerga.

e o que vocês enxerga, na verdade é reflexo daquilo que você sente.

Sim. A beleza do caos depende daquilo que você sente.

Depende do seu estado de espírito.

Depende da sua ótica pessoal em relação a você próprio e em consequência, o reflexo do mundo.

E há ordem no caos!

Mas onde está a ordem no caos?

Esse ambiente caótico sobre o qual eu reflito agora.

Coberto de fumaça e poluição de toda ordem.

De carros e pessoas transitando.

De pontos de restrições e congestionamentos.

Tudo isso tem uma ordem estabelecida.

A ordem que se estabelece nas leis de trânsito, na conduta pessoal de cada um, no roteiro de cada transeunte...

Repetitivo, sistemático...

O caos se esconde na tipificação de cada indivíduo.

O caos se esconde nos grupos que compões o tráfego.

O caos se esconde nos micro processos que compões todos os acontecimentos.

E aí se esconde a ordem no caos.

Então de fato, imerso nesse mundo caótico que olhado de uma forma abrupta, pode demonstrar um aglomerado de pessoas e coisas e eventos ocorrendo sem uma ordem específica.

Nele se pode se encontrar a beleza que reflete aquilo que você é ou como você está.

E nele se pode encontrar a ordem estabelecida por padrões e processos.

De fato, micro padrões e processos que compões o todo.

E que olhado de longe parece ser extremamente desordenado e caótico.

A visão turva a realidade.

Para se entender ou para se enxergar a beleza mesmo diante do caos, é necessário se ajustar e aferir a percepção do espectador.

E para entender e encontrar a ordem no caos, é necessário ajustar e aferir a visão.

Isso quer dizer que os pontos que você visualiza como feio, são de fato, desvios da percepção sua e dos demais que compões esse sistema.

E aquilo que você detecta como desordenado e caótico, são desvios de processos e padrões que estabelecem a ordem nesse grande caos chamado metrópole.

 

                                                                            Reflexões São Paulo, 22-09-19


sábado, 18 de maio de 2019

Equilíbrio - Carta à um amigo-irmão





Caro amigo...

Não sou de me manifestar muito, mas se o faço aqui é porque você é o interlocutor pelo qual tenho muito respeito.

Veja que existem radicais de ambos os lados. Existe lixo de ambos os lados e a melhor posição é a do equilíbrio e do respeito.

Nosso país precisa de pessoas equilibradas que amem de fato sua terra e a diversidade de opiniões, etnias, crenças e regionalismos. Se nossos representantes não conseguem aglutinar ideias que potencialize o Brasil, façamos nós em nossos pequenos redutos como a família e o grupos de amigos.

Se nossos políticos incitam a polarização, destruindo laços e amizade e de família, façamos nós um movimento de união em torno do nosso imenso país continental... façamos nós a revolução da união.

A tática asquerosa de dividir o povo para governar no caos é antiga e beneficia somente aqueles poucos que fomentam o conflito. Eu conheci no passado a sua essência equilibrada e sóbria e convido você a ser um moderador livre do extremismo que divide o nosso país. Grande abraço irmão! 🙏🏻

 

O extremismo precisa ter duas mãos para ser extremismo, caso contrário seria consenso e não devemos alimentar essa tendência de ruptura do nosso povo.

Há uma ignorância extrema e a manipulação dessa ignorância com finalidades obscuras.

Não podemos ser os peões desse tabuleiro como querem os que apostam na polarização.

 

Temos que definir o nosso caminho e os nossos passos com consciência e equilíbrio daqueles que definem o jogo e não como peças movimentadas por mão suja seja ela destra ou canhota. Aliás, eu estava certo de sua essência equilibrada... Fica com Deus irmão. 🙏🏻

 

 

Reflexões - São Paulo, 18 de maio de 2019

domingo, 17 de fevereiro de 2019

Percepções...




Por vezes a percepção é de temor.
O terror das noites mal dormidas.
As investidas do mal testando a minha fé em franca luta.
A permuta entre o bem e o mal nos sentimentos.
Os momentos de lágrimas angustiadas e risos de alívio.
O convívio difícil pelo humor que permeia a inconsistência.
Não há coerência naquilo que vejo.
O meu desejo por vezes é de o de parar o mundo.
Por um segundo me adiantar ante aos fatos.
E construir os meus relatos pósteros com mais suavidade.
Com a felicidade que de fato não consegui atingir.
Um por vir mais leve seria uma dádiva divina.
Uma esquina do tempo revelando uma bela surpresa.
A beleza da vida que outrora esqueci.
Um por vir mais brilhante e inspirador seria um presente.
Na corrente da vida que segue.
Perde-se de vista a alegria, encontra-se a realidade.
A verdade que frustra os sonhos.
O medonho grito aterrorizante.
O errante comportamento destrutivo. 
Em um impreciso amanhã de dúvidas expostas.
Que Deus me guie nestes caminhos tortuosos.
E que os penosos embates me revelem por fim um vencedor.


Reflexões - São Paulo, 17 de fevereiro de 2019

domingo, 2 de dezembro de 2018

Passagens...

Passagens...

São tantos os itinerários. Tantas as passagens. Tantas as pastagens verdes no caminho.
Tantos espinhos e flores e amores também...
E assim sigo no trem da vida. Hora contida, hora intensamente vivida.
Sinto amor ao que me entrego. Sinto rancor ao que renego.
E assim sigo a rota. Sigo o caminho por vezes conduzindo, por vezes conduzido.
Por vezes atento, por vezes distraído.
As passagens, as imagens, as miragens e visões.
As paixões e os amores. Os valores adquiridos e preservados na caminhada.
O tudo e o nada. O escuro e a clareira. O frio e a lareira.
Tudo de passagem. Tudo transitório.
Ilusório ou concreto, curvo ou reto, perto ou distante.
Caminho errante em buscado acerto.
E o caminho certo flertando com o errado.
No fim de tudo, a lembrança. A esperança de ter acertado.
No fim de tudo, a memória das pessoas e das passagens.
A imagem das portas abertas e das cerradas.
À margem da estrada, a mercê da passagem do trem.
A viagem além do compreensível, além do audível, além do visível.
Passagens na memória... Histórias a serem lembradas.
Lembranças a serem contempladas diante do tempo que findou.



Reflexões em torno da vida – Outubro 2017


Viagens



Viagens

Mais uma viagem... e tantas já fiz que as contas perdi.
E o que poderia explicar tantas vezes em missão sem que nunca as tenha buscado?
O por do sol no Pacífico, me remete ao meu lugar, porque o sol é único e sempre será lindo ao entardecer.
Uma beleza que finda um ciclo, mas com a certeza que outro se inicia em breve.
Essa percepção do sol se escondendo é como o amor que se despede antes de dormir para te acordar no dia seguinte com um abraço caloroso.
Caminho pelas ruas próximas a minha base... Não sou de ir muito longe. Me contento com a beleza que me rodeia.
Sempre fui assim. Regrado, mas nem por isso infeliz. Me contento com o pouco que vejo mas vejo com um nível de detalhe tão cirúrgico que consigo perceber um universo em um único metro quadrado.
Aprecio o caminho na caminhada que me proponho a fazer.
As flores, o ocaso, as casas tão bonitas, as ruas tão limpas. A paz...
Penso na minha terra e o seu caos característico e o seu frenético movimento que contrastaria com a realidade que aqui vejo e certamente resultaria em um evento impactante feito água em fogo.
E por que tamanha diferença?
Cultura, origem, história, clima... Ou uma mescla de tudo isso?
Andando aqui, tenho a impressão de que tudo é perfeito. Sei que não é, mas aparenta ser.
Uma organização impecável, uma ordem, uma disciplina que me agrada porque me afasta do caos que tanto me incomoda.
Volto ao hotel, reflexivo. Com saudade do lar e com vontade de dividir com meu povo essa admirável ordem e organização extrema.
Um dia seremos assim?
Poderia eu contribuir para sermos assim?
Seria realmente bom sermos assim?
Tantas perguntas em torno de quinze minutos de caminhada em busca de uma respiração límpida.
Se caminhasse quilômetros e quilômetros sem o foco nos detalhes, talvez não tivesse agora tantas observações em meio a um simples momento de caminhada e reflexão.

Reflexões em torno da vida – Fevereiro 2017



Se...

Se...

E se tudo acontecer como um sonho...
E se tudo se transformar em bondade...
E se eu me purificar pelo amor...
E se o amor brotar do meu peito...
As coisa más se converterão em bons acontecimentos.
Os momentos então serão valorosos.
Os maus assim perecerão.
E o fogo da purificação transformará de fato

As nossas mentes e corações.
E o juízo de valores, tenderá ao bem.
A vida se transformará em algo realmente bom.
E as pessoas se confraternizarão diante de Deus!

Reflexões em torno da vida – Agosto 2016

 






sábado, 28 de abril de 2018

O Tempo que Avança





O Tempo que avança

E o tempo avança...
Perde-se de vista os amigos, amores...
Pessoas que se apequenam na lembrança
E os momentos se distanciam na memória.
Conquistas e fracassos.
Abraços e desilusões.
As multidões de seres com os quais cruzei um dia.
Formam à revelia um colossal amontoado de encontros.
Faces e personagens que provocam choros e risos.
Marcam como frisos na superfície lisa da existência.
É o tempo que avança.
Deixando a criança para traz enquanto as dores e rugas se aproximam.
Acompanhadas da sabedoria que ninguém se interessa em ouvir.

Reflexões em torno da vida – Setembro 2016

domingo, 1 de abril de 2018

Amores Perdidos



Amores perdidos

O dia distancia a noite
E num açoite mórbido
Fere a alma dos amantes
Faria da ganância um escudo
A deixar-me mudo
Selando-me os lábios
Sentiria a fragrância de flor
Que simboliza o amor
Que o destino proíbe
Choraria noites e noites a fio
Buscando quem um dia partiu
Para sempre... Sem retorno
Ousaria viver isolado
Com o coração calejado De amores perdidos


Dores Amores e Paixões - 2007

Vivendo...

A vida passa em relatos distantes. Dores constantes donde o tempo se esvai.

Sai do meu peito dores de efeito retardado, ou de ferimentos presentes ou daquilo que imagino ainda ir sofrer.
O tempo nesse aspecto é incerto. É objeto da imaginação turva e da motricidade que as ondas do pensamento passam a ditar.
A vida surge no horizonte como uma prenda para aqueles que a enxergam e a perseguem.
Enquanto muitos apenas olham o entorno e outros apenas miram o chão na direção de seu próprios pés.
Assim caminho em frente, vivendo a vida do meu jeito.
Sem a pretensão de estar certo no meu caminho. Na verdade eu desconfio que peguei muitos falsos atalhos.
Querendo ganhar um tempo que eu de fato não domino.
Ninguém o domina. Ele é o senhor e nós apenas buscamos organizar a vida dentro do limite que ele estabelece.
A vida não deve ser dirigida por objetivos distantes. Digo. Não sabemos se vivos estaremos no momento seguinte.
Então nossas metas precisam ser pequenas e constantes e nossas conquistas devem ser comemoradas como se fossem a última.
Por que de fato não sabemos se assim serão.
Tenho praticado ultimamente, viver cada momento. Resolver um problema por vez e não me sentir mal ante a minha incompetência na resolução de alguns nós que eu mesmo fiz.
Sim. Nossos nós... Nossos problemas, resultam de nossas próprias ações.
Desata-los pode ser tarefa difícil e talvez alguns deles ficarão além de nossa existência, forçando outrem a se desafiar na missão de resolvê-los.
A vida passa com uma velocidade relativa a temporalidade que nos é sentida com maior ou menor intensidade dependendo dos fatos que esta carrega.
O sofrimento parece ser eterno enquanto o prazer é fugaz.
De todo modo as marcas de ambos produzem na nossa mente aquilo que nos vai definir a personalidade.
A dor sempre será mais marcante. Porque incomoda.
Enquanto o prazer será sempre insuficiente, nos movendo para frente na busca de mais uma porção que justifique nossa existência.
E assim se vai vivendo... Assim se caminha para um momento final e único.
Aquele que é uma incógnita para todo ser vivente e que o encaminha para um ponto final.
Que na verdade, pode vir a ser início de algo que não conhecemos.
Uma outra vivência. Um outro patamar. Uma outra fase ou nível... Quem sabe? 

Reflexões em torno da vida – Março 2018

 


domingo, 24 de julho de 2016

O Time



O Time.
É uma entidade. Tem personalidade e alma.
Tem habilidades múltiplas advindas de seus integrantes. Todos igualmente importantes.
Tem cérebro. O líder, o gestor, o mentor que direciona os movimentos da equipe, avalia os riscos, consulta os membros e decide as ações.
O Líder é o responsável por erros e acertos diante do mundo externo.
É justo e honesto... É forte, lógico e imparcial.

GB - julho de 2016

sexta-feira, 18 de março de 2016






A onda... REFLEXÃO
Eu deixei de ir na "onda" ainda quando jovem quando militava acreditando na esquerda como a salvação do mundo.
Na verdade tanto esquerda quanto a direita e ainda os mais moderados são constituídos de seres humanos... falhos em suas escolhas e com ambições que muitas vezes superam seu valores e que ñ raramente são rasos e quase inexistentes.
Ao longo dos meus 50 anos, eu vi decepcionado, ativistas da oposição jovem e idealista serem enquadrados por delitos sérios quando na maturidade, provaram do poder.
Eu vi pessoas torturadas em nome de um "ordem" social criada por padrões alheios as necessidades do nosso povo.
Eu vi pessoas caladas violentamente por expressarem posições contrárias ao poder... violentadas física e intelectualmente tento sua integridade violada.
Daí eu decidi sair da massa e passei a observar os movimentos.
Eu não sou um jogador que manipula as massas nem parte da massa que se deixa manipular.
Eu observo. Cético. Pragmático... Atento aos movimentos das pedras que se enfrentam.
Tiro minhas conclusões e as exponho se e somente se tiver espaço democraticamente cedido.
Não imponho meu pensar, porque o pensamento é livre. Oriento meus filhos mas sei que mesmo eles tem suas próprias escolhas.
Em resumo. Você não me vê com discursos inflamados defendendo A ou B porque eu sei que ambos tem virtudes e vícios assim como um terceiro C, nascido da falta de credito nas instituições.
São "outsiders" que literalmente estão fora do jogo político e encontram em crises assim a oportunidade de se promoverem.
Um exemplo de figura C por coincidência foi Color... e a história mostrou que ele era da pior espécie.
Bem espero que figuras como J Barbosa e Moro não sejam figuras C tais quais citei.
Mas de todo modo, eu não me iludo com ninguém assim como não julgo precipitadamente a ninguém.
Não vou na "onda"... observo a onda e entro no momento em que tenho certeza de onde ela me levará.
Como sou de fé rezo pelo caminho do bom senso e da nossa maturidade política.
Hoje podemos abrir a boca e falar o que pensamos... isso já é uma grande conquista. E só quem vivenciou a repressão sabe o valor de algo que hoje é tão banal.

Geraldo Barros


domingo, 19 de julho de 2009

O Terceiro Anjo - Biel



No terceiro contato com o céu
Num corcel branco ele chegou
No horror da incerteza
E na beleza da esperança
Na mão trouxe uma aliança
Para todas distintas almas que o cercam
Veio o Anjo num momento de calma
Veio ele estremecer a água plácida
Numa ácida chuva a lavar o espírito doente
Eis um presente que faz pensar
Como um livro com páginas em branco
Que com prantos e sorrisos serão preenchidas
Reescrevendo a vida
Ressuscitando da morte
Redefinindo a sorte
Reaprendendo a respirar
Em forma de alma madura e sábia
O Terceiro Anjo veio para ensinar.

O Segundo Anjo - Kilda


Sei que já contei essa estória
Mas minha memória em ciclos é reavivada
Na minha segunda estrada encontrei o Segundo Anjo
Este é aquele que me inspira
Segurando sua lira ele dita versos lindos e doces
Como a luz branca que o trouxe do infinito céu azul
De norte a sul suas asas cortam suas vestes
E olhando para o leste ele mira o astro rei
Parei ante aos olhos profundos
Andei por tantos e tantos mundos
Para conhecer esse negro olhar
Um negro que emite luz intensa
Como se fosse uma sentença
De que certa é minha crença
No infinito recomeçar.

O Primeiro Anjo - MIC




O céu se abriu naquele final de janeiro
E o meu primeiro rebento apareceu
Era o apogeu da minha juventude
Que em virtudes e vícios se mesclavam à revelia
Naquele belo dia em que o anjo chegou
Meu mundo se avivou
E o vigor do jovem que eu fora explodia
Uma imensa alegria
Uma euforia sem fim
Serafins e Querubins a trouxeram do céu
No véu que cobriria o dia primeiro
Do miúdo fevereiro que grande alma procria
Aquele que seria o meu dia
Fora antecedido por um presente
Fruto de amor ardente concebido no final de abril
Eis que tudo depois se extinguiu
Mas o ardil amor concretizado
Transformou-se em ser alado
Ao qual chamei de Primeiro Anjo.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Livro "Dores, Amores e Paixões"


O Livro "Dores, Amores e Paixões" já etá disponível para venda conforme segue:


1) Manaus - Livraria Valer: R$ 20,00 - R. Ramos Ferreira n. 1195 - Centro.
2) Manaus - Livraria Canto das Letras: R$ 20,00 - Cecomiz - Distrito industrial.

3) Demais localidade (incluindo Manaus) - Pelos Correios: R$ 22,00 já incluído a despesa postal. Envie E mail para gbarros2000@gmail.com informando o endereço para envio e receber informações da conta para depósito bancário.


Geraldo Barros

sábado, 30 de maio de 2009

Retorno


Cheguei à minha terra
A guerra distante
Errante caminho
Carinhos, afagos...
Deságuo no rio Negro
E o meu apego à minha terra
Encerra em meu peito um ciclo
Um vínculo estreito
Um jeito especial
Um canal de acesso a Deus
Um adeus já rotineiro
Um derradeiro olhar para traz
Um cais e uma canoa
E eu aqui à toa
Mirando o mundo de águas.

Viagens - 2008

Faces




   São faces que desfilam nas vias

A rebeldia sob disfarce discreto
São objetos de ostentação
E imposição de muitos
São faces que demonstram sentimentos
São momentos traduzidos em expressões
Corações apertados e oprimidos
Que em gemidos são aliviados
São pecados estampados nos rostos
São desgostos que a vida enfrenta
São faces que transmitem sorrisos
Paraísos de bem estar e de paz
São vozes na expressão do horror
São, no amor, os retratos da ternura.
Identidades de criaturas
E tradutoras de sentimentos
São faces disfarçadas ou francas
São santas ou diabólicas
Bucólicas ou aterrorizantes
Faces, apenas faces, eu diria.


Viagens 2008

Se...
E se tudo acontecer como um sonho...
E se tudo se transformar em bondade...
E se eu me purificar pelo amor...
E se o amor brotar do meu peito...
As coisa más se converterão em bons acontecimentos.
Os momentos então serão valorosos.
Os maus assim perecerão.
E o fogo da purificação transformará de fato,
As nossas mentes e corações.
E o juízo de valores, tenderá ao bem.
A vida se transformará em algo realmente bom.
E as pessoas se confraternizarão diante de Deus!

Reflexões em torno da vida – Agosto 2016


Cinza


O dia nublado afeta o humor
Um horror ante a possibilidade do sol
O lençol jogado na cama
Reclama a Rosa que deixei na terra das águas
Mágoas dissipadas e solidão profunda no peito
Meu jeito de enfrentá-la é o trabalho
No qual me atrapalho ante a tantas idéias
A velha câmera registra nuvens cinza.
E as cinzas do cigarro amontoam-se no cinzeiro
Quando será o derradeiro trago?
Pergunto-me enquanto estrago um pouco mais o corpo
Louco e aprisionado
No cômodo apertado, mas confortável.
Um amável sentimento no peito
Um perfeito convite para dormir
Um porvir incerto e nublado
Um recado do meu íntimo a mim mesmo
A esmo continuo escrevendo
Enquanto desvendo os meus próprios segredos
Sou brinquedo do destino
Sou o menino que chora e ri
Sou assim triste devido ao tempo
Que ao relento me ensina a resistir à saudade
Que na verdade interior se instala
Na sala que é também quarto e oráculo
Estou só no vácuo do tempo
Estou triste nesse momento
No tormento do cinza que vejo da janela
A passarela que avisto ao longe
É meu horizonte e meu limite
Um convite ao desconhecido
Que meus sentidos repelem
Como um morcego rejeitando a luz
Meu anjo me conduz nas trevas
E na queda eu adormeço
Pereço no terror da noite em pleno dia
E na agonia dessa íntima guerra
Transporto-me à minha terra de sol ardente
Sigo dormente nos próximos dias
E aguardo a alegria de rever a luz que dissipa o cinza.



Viagens - 2008

Lá fora   Lá fora apenas o escuro Obscuro e sereno Moreno, forte e denso. Penso que por vezes é assustador O horror que tenho da...